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O Caderno de Linhas

Desabafos, pensamentos, coisas com demasiado sentido.

O Caderno de Linhas

Desabafos, pensamentos, coisas com demasiado sentido.

Qua | 25.12.24

O que eu queria pelo Natal...

April

... Era sentar-me à mesa e estar com os meus avós paternos, o meu pai, a minha tia-avó, o meu primo e contar peripécias da minha vida sobre estes anos todos de ausência, como se estivessem afastados num país distante e agora retornavam por 24 horas para saber mais da minha vida, dar aqueles conselhos sábios. Comeríamos aqueles pastéis de bacalhau da avó, as rabanadas quentinhas, os pratos favoritos do meu avô. Sentar-me no colo dele novamente e abraçá-lo. A minha mãe podia abraçar o meu pai e o meu pai podia conhecer o meu marido. O meu pai conversaria com o meu sogro, pois tenho a certeza que dariam discussões saudáveis acesas, desde que não falassem de futebol.

Poderia ouvir a gargalhada da minha tia e os seus trejeitos. Poderia ouvir a voz do meu primo e vê-lo trazer-me um peluche especial. E depois acabaria no final num abraço apertado a todos e umas lágrimas pelo meio, mas um sorriso no rosto, pois dentro de um ano poderia voltar a vê-los novamente. 

Era assim que o Natal deveria ser, podermos ser visitados pelos que partiram e não vêmos há muito tempo, para matarmos saudades e ouvir aquele conselho sábio que mais ninguém nos sabe dar.

Era só isso! Era assim que devia ser o Natal. E não rodeado por pessoas indesejadas muitas vezes, engolir fretes, prendas que ninguém liga, com um dinheiro esbanjado sem necessidade.

Eu queria as minhas pessoas, as do meu coração, as que me fizeram pessoa, as que me deram raízes, as que me transformaram em árvore e depois em pássaro para voar.

Saudades de vocês, estrelas que brilham no firmamento.

Olhem por mim, quando tudo parecer falhar, brilhem para me iluminarem o caminho.

Onde quer que estejam, Feliz Natal!

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